Adriano Souza, técnico do Treze, relembra trajetória no karatê antes da carreira no futebol 

O técnico Adriano Souza, atualmente à frente do Treze, tem uma história no esporte que começou muito antes dos campos de futebol. Aos seis anos, ele iniciou a prática do karatê e construiu uma trajetória de destaque, que inclui quatro títulos brasileiros, além de vice-campeonatos sul-americano e pan-americano. 

Ele iniciou os treinamentos de karatê por incentivo da mãe, depois de enfrentar episódios de agressão na escola. O que começou como uma forma de defesa pessoal acabou se tornando uma das principais atividades de sua infância e adolescência. 

Ainda jovem, Adriano passou a se destacar nas competições e encontrou no karatê uma forma de desenvolver confiança e disciplina. O desempenho nas competições também abriu oportunidades fora dos tatames. Adriano recebeu bolsas de estudo, participou de programas de incentivo ao esporte e passou a viajar pelo Brasil e pelo exterior para disputar campeonatos. Em 2005 e 2006, integrou a seleção brasileira de karatê. 

Paralelamente à carreira esportiva, Adriano mantinha o interesse pelo futebol. A inspiração para seguir como treinador veio ainda na infância, especialmente após acompanhar o trabalho de Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1994. 

Em 2007, aos 22 anos, ele decidiu deixar as competições de alto rendimento para ingressar na faculdade de Educação Física. No mesmo período, iniciou a trajetória profissional no futebol como preparador físico. 

Durante os anos seguintes, Adriano trabalhou nas categorias de base e em equipes profissionais, deixando o karatê em segundo plano para se dedicar ao futebol. A rotina de preparação física exigia uma carga de treinamentos que dificultava a continuidade das atividades competitivas na modalidade. 

Em 2016, porém, o karatê ganhou uma nova motivação. A modalidade havia sido incluída no programa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, e Adriano decidiu voltar aos tatames com o objetivo de tentar uma vaga olímpica. 

O retorno foi marcado por uma rápida evolução. Depois de voltar ao ranking nacional em uma posição distante dos primeiros colocados, Adriano chegou à segunda colocação brasileira em sua categoria e passou a enxergar a classificação olímpica como uma possibilidade real. 

A tentativa acabou interrompida por uma grave lesão no joelho. Adriano rompeu os ligamentos e precisou passar por uma cirurgia complexa. Durante o período de recuperação, decidiu direcionar novamente sua energia para o futebol e iniciar a transição da preparação física para a carreira de treinador. 

A partir daí, consolidou seu caminho como técnico e chegou ao comando do Treze. Agora, com mais tempo em Campina Grande, Adriano voltou a se aproximar do karatê e retomou os treinamentos. 

Recentemente, ele voltou a vestir o quimono e pretende manter uma rotina de um ou dois treinos por semana. Além de buscar os benefícios da prática para a saúde e para o equilíbrio na rotina do futebol, o treinador também planeja voltar a competir. 

A ideia é disputar novamente uma competição pela Federação Paraibana de Karatê quando estiver preparado. Aos 2º Dan, Adriano mantém a modalidade como uma parte importante de sua trajetória, mesmo depois de construir carreira no futebol. 

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