Seis profissionais de saúde, sendo quatro médicos obstetras e duas enfermeiras, foram indiciados, após um ano e três meses de investigação, pelo caso de suposta negligência médica que resultou na morte de um bebê e, posteriormente, da mãe, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande.
De acordo com o inquérito, a equipe teria agido de forma omissiva, negligente e imprudente no atendimento à paciente Maria Daniele Cristina Morais, que apresentava uma gestação considerada de alto risco.
As perícias apontam que a gestante teria sido submetida a uma condução inadequada do parto e que uma intervenção cirúrgica realizada em tempo oportuno poderia ter evitado a morte do bebê.
A Polícia Civil também identificou indícios de violência verbal e psicológica contra a gestante durante o atendimento. Em relação à morte de Maria Daniele, ocorrida 25 dias após os fatos, os laudos concluíram que o óbito foi provocado por complicações genéticas preexistentes.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Município informou que, desde o ano passado, adotou todas as medidas administrativas cabíveis, incluindo a abertura de uma sindicância interna para apurar os fatos. Segundo a pasta, como resultado da investigação, os profissionais diretamente envolvidos nos atendimentos foram afastados cautelarmente à época dos fatos.
Atualmente, dois dos profissionais citados não fazem mais parte da rede municipal de saúde, enquanto outros quatro permanecem vinculados à Secretaria. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que deverá decidir se apresentará denúncia à Justiça.






