Neste sábado (7), o rompimento de um reservatório de água no bairro da Prata, em Campina Grande, provocou a morte de uma mulher de 62 anos, deixou duas pessoas feridas e causou destruição em várias casas da região. O problema também interrompeu o abastecimento de água em parte da cidade e em municípios vizinhos, que só voltou ao normal no domingo (9).
O reservatório armazenava cerca de dois milhões de litros de água. Com o rompimento, a força da enxurrada atingiu imóveis, derrubou muros e arrastou veículos pelas ruas. Três casas desabaram completamente.
A vítima foi identificada como Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo. Ela estava dentro de casa quando a estrutura se rompeu e não conseguiu sair. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, ficaram feridas, receberam atendimento médico e já foram liberadas.
O governador João Azevêdo afirmou que o reservatório passava por manutenção constante e que não havia sinais de risco. Ele garantiu que o governo está prestando apoio às famílias atingidas, oferecendo abrigo e auxílio material. Uma comissão especial foi criada, sob coordenação do vice-governador Lucas Ribeiro, para acompanhar as ações de apoio e o levantamento dos danos.
A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), responsável pelo reservatório, informou que abriu um processo interno para apurar as causas do rompimento. Equipes técnicas da empresa, junto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, atuaram no local para garantir a segurança dos moradores e iniciar as medidas emergenciais.
O Ministério Público da Paraíba também instaurou uma investigação pela promotora de Justiça plantonista Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra para identificar as responsabilidades. O órgão pediu informações à Cagepa sobre inspeções anteriores e sobre as providências adotadas após o rompimento.
Segundo o documento, o caso envolve uma concessionária de serviço público e gerou consequências que atingem interesses coletivos, o que justifica a atuação do Ministério Público.
De acordo com o diretor-presidente da Cagepa, Marcus Vinícius Neves, as demais estruturas do sistema foram vistoriadas e permanecem seguras. Ele destacou que apenas o reservatório danificado apresentou falhas e foi isolado.
As causas do rompimento ainda estão sendo investigadas.





