Uma professora de uma creche municipal de Monteiro, no Cariri da Paraíba, é investigada após os pais de um menino de 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), denunciarem que a criança teria sido ferida com uma seringa durante uma atividade na unidade de ensino.
O episódio teria ocorrido em 7 de julho, durante uma aula de Educação Física. Segundo a família, porém, a instituição só comunicou o ocorrido aos responsáveis em 3 de agosto, quase um mês depois.
O caso foi levado à Polícia Civil e também resultou na abertura de um processo administrativo. A professora foi afastada da função e nega ter perfurado a criança.
Relatos registrados pela creche apontam que cuidadoras teriam presenciado o momento em que a professora segurou o menino de maneira brusca e o atingiu na cabeça com uma agulha de seringa que estaria dentro de um estojo de lápis.
Ainda conforme os registros, a criança começou a chorar intensamente e apresentou sangramento após o episódio. A professora teria guardado o objeto e utilizado papel higiênico para limpar o ferimento.
Na sequência, segundo o relato, a educadora teria perguntado às cuidadoras se elas haviam visto onde o menino poderia ter batido a cabeça.
A professora negou ter furado a criança quando questionada pelas profissionais da creche. De acordo com o relatório da ocorrência, ela afirmou que teria apenas mencionado a intenção de pegar uma seringa para repreender o menino e que, posteriormente, percebeu que havia sangue na cabeça da criança e fez a limpeza.
A denúncia foi formalizada pela família por meio de um boletim de ocorrência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto o procedimento administrativo deve apurar as circunstâncias do episódio e eventuais responsabilidades.






