O presidente nacional do PSB, João Campos, determinou o encaminhamento do processo de expulsão de Fábio Tyrone ao Conselho Nacional de Ética do partido. A decisão envolve o candidato a deputado federal pela Paraíba, que é ex-prefeito de Sousa.
O caso ganhou repercussão durante o debate da Rede Globo, ocorrido nesta terça-feira (29), entre João Campos e Raquel Lyra, candidatos ao Governo de Pernambuco. Raquel questionou o presidente do PSB sobre a permanência de Tyrone na legenda, que disputa as Eleições 2026 pelo partido.
Tyrone foi condenado pela Justiça por violência doméstica contra a ex-namorada Myriam Gadelha, em um episódio ocorrido em 2018. A pena foi posteriormente reduzida para dez meses e 25 dias, e a candidatura do ex-prefeito foi considerada apta para a disputa eleitoral.
Segundo João Campos, a apuração interna do partido foi retomada após uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral. O presidente da legenda também solicitou informações atualizadas à Secretaria Nacional de Mulheres antes de encaminhar o caso ao Conselho de Ética.
A situação também envolve o financiamento da campanha de Tyrone. O candidato recebeu R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral do PSB, sendo o maior repasse do diretório nacional da legenda para uma candidatura à Câmara dos Deputados na Paraíba nesta eleição.
Durante o debate, Campos afirmou que a definição dos recursos destinados às candidaturas paraibanas cabe ao diretório estadual do partido. Já o processo de expulsão será analisado pelo Conselho Nacional de Ética.
A situação também pode ter impacto direto na candidatura de Fábio Tyrone. Caso a expulsão do PSB seja concluída até sábado e o candidato fique sem vínculo partidário, ele não poderá ser eleito, já que a filiação a um partido é requisito para a candidatura. Nesse cenário, os votos destinados a Tyrone serão considerados nulos, caso o registro da candidatura seja cancelado ou indeferido pela Justiça Eleitoral. A definição sobre a situação eleitoral caberá à Justiça Eleitoral.






