Cícero Lucena está sendo investigado pela Polícia Federal por ligação realizada por ele a facção criminosa durante a campanha eleitoral de 2024. A decisão que autoriza a apuração foi assinada pelo juiz Bruno Teixeira de Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), a partir de um pedido do Ministério Público Federal.
O processo, que corre sob segredo de Justiça, busca esclarecer se houve interferência do crime organizado no pleito da capital paraibana. Segundo o juiz, os elementos apresentados pelo Ministério Público ainda não configuram provas para uma denúncia formal, mas indicam indícios suficientes para aprofundar a investigação.
A defesa de Cícero Lucena afirmou, em nota, que o prefeito está à disposição das autoridades e que confia na Justiça e na transparência de sua vida pública.
As suspeitas incluem crimes de corrupção e coação eleitoral, além de possíveis ligações com organização criminosa e desvios de recursos públicos. Parte das apurações tem relação com a Operação Território Livre, deflagrada no ano passado, que investigou o aliciamento de eleitores em comunidades de João Pessoa.
Na ocasião, a primeira-dama Lauremília Lucena foi presa e, posteriormente, tornou-se ré por corrupção eleitoral junto a outros investigados. Segundo as investigações, a facção Nova Okaida teria atuado em bairros como São José e Alto do Mateus, restringindo a liberdade de voto dos moradores em troca de benefícios e cargos públicos.
O juiz determinou ainda o desmembramento do inquérito, enviando parte do caso à primeira instância para dar prosseguimento às apurações sobre outros investigados sem foro privilegiado.






