A Polícia Civil da Paraíba concluiu a investigação sobre o rompimento de um reservatório da Cagepa ocorrido em novembro de 2025, no bairro da Prata, em Campina Grande. O inquérito apontou que o acidente foi causado por falhas na execução do projeto original da estrutura, construída há cerca de 70 anos. Nenhuma pessoa foi indiciada.
Segundo a delegada Nercília Dantas, a apuração contou com duas perícias técnicas, uma realizada pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) e outra contratada pela própria Cagepa. Os laudos chegaram a conclusões semelhantes e indicaram que o problema teve origem na base do reservatório.
De acordo com as investigações, um erro no projeto acelerou o desgaste da estrutura ao longo dos anos, provocando o comprometimento do solo que sustentava o reservatório. Com o rompimento, milhões de litros de água foram liberados rapidamente e atingiram imóveis da região.
O relatório também aponta que a companhia havia realizado uma inspeção simples cerca de seis meses antes do acidente, mas a falha estrutural não foi identificada na ocasião.
Como a causa do rompimento está relacionada a um projeto elaborado há décadas, a Polícia Civil concluiu o inquérito sem responsabilizar criminalmente nenhuma pessoa. O material foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba, que dará sequência à análise do caso.
Relembre o caso
O reservatório rompeu na manhã de 8 de novembro de 2025 e causou grandes danos no bairro da Prata. A força da água destruiu casas, deixou pessoas feridas e provocou a morte de Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, de 62 anos.
Além dos prejuízos materiais e humanos, o acidente afetou o abastecimento de água em cerca de 40 bairros de Campina Grande e também nos municípios de Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas.
Após o ocorrido, a Cagepa divulgou nota lamentando o acidente e manifestando solidariedade à família da vítima. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público da Paraíba.






