Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que o Produto Interno Bruto do Brasil fechou 2025 com crescimento de 2,3%. Apesar do resultado positivo, houve desaceleração ao longo do ano.
Os dados mostram que a atividade econômica perdeu força principalmente no segundo semestre. No primeiro trimestre, o avanço foi de 1,5%. Já no segundo, o crescimento caiu para 0,3%. No terceiro trimestre, a economia ficou estagnada, com 0%, e no quarto trimestre houve leve alta de 0,1%.
Um dos fatores que influenciaram esse desempenho foi a taxa básica de juros, que chegou a 15% no meio do ano. Com juros mais elevados, o crédito fica mais caro, o que reduz o consumo das famílias e os investimentos das empresas, impactando diretamente a movimentação da economia.
Por outro lado, o agronegócio teve papel importante para evitar um resultado ainda menor. O setor registrou safra recorde de milho e soja e avançou 11,7% em 2025, sendo responsável por cerca de um terço de todo o crescimento do PIB no período.
Para este ano, o governo aposta em medidas para estimular o consumo e tentar acelerar a economia, como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até 5 mil reais e a política de valorização do salário mínimo.
No cenário internacional, o desempenho do Brasil no quarto trimestre ficou na 39ª posição entre 50 países analisados, ao lado de economias como Japão, Reino Unido e Colômbia. O país também passou da 10ª para a 11ª posição entre as maiores economias do mundo.
Para 2026, as projeções indicam crescimento mais moderado. A estimativa do Banco Central é de 1,26%, enquanto o Ministério da Fazenda prevê alta de 2,3%.






