Paraíba registra aumento de 55,2% nas mortes por dengue e mais de 7,2 mil casos prováveis em 2026

A Paraíba registrou 7.296 casos prováveis de dengue em 2026 e 14 mortes pela doença até 30 de setembro. Os dados do Ministério da Saúde mostram ainda seis óbitos em investigação. O coeficiente de incidência chegou a 175,2 casos para cada 100 mil habitantes.

Em comparação com 2025, o número de mortes por dengue aumentou 55,2%. Os óbitos confirmados ocorreram em Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Campina Grande, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, São Bento e Sumé. Campina Grande teve duas mortes e São Bento, quatro.

Entre os casos prováveis, 53% são de mulheres e 47% de homens. A maior parte dos registros está entre pessoas classificadas como pardas, que representam 80,7% dos casos. A faixa de 30 a 39 anos concentra o maior número de registros entre as idades apresentadas no levantamento.

Do total de casos prováveis, 6.431 foram confirmados, o equivalente a 88,14%. Outros 865 casos não foram confirmados. A maior parte das confirmações ocorreu por critério clínico-epidemiológico, responsável por 66,83% dos registros, enquanto os exames laboratoriais representaram 33,17%.

O sorotipo 3 é atualmente o mais presente na Paraíba e comumente associados a quadro clínico mais graves. Os tipos 1 e 2 também estão em circulação no estado.

Prevenção
O controle da dengue depende principalmente da eliminação dos criadouros do Aedes aegypti. Entre os pontos que precisam de atenção estão caixas-d’água, calhas, vasos de plantas, ralos, piscinas sem uso, pneus e outros objetos que possam acumular água. Materiais recicláveis também exigem cuidado quando ficam expostos à chuva.

Com a chegada de períodos mais quentes, a orientação é reforçar a vistoria nas residências e eliminar regularmente qualquer recipiente com água parada.

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