Operação conjunta cumpre mandados e bloqueia R$ 125 milhões do Comando Vermelho na Paraíba

Ação conjunta da Polícia Civil da Paraíba, Gaeco e Polícia Civil do Rio cumpre 26 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão; policial foi baleado durante cumprimento das ordens judiciais

Uma operação integrada da Polícia Civil da Paraíba, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi deflagrada, na manhã desta terça-feira (30), com o objetivo de enfraquecer o poder financeiro do Comando Vermelho. A força-tarefa bloqueou mais de R$ 125 milhões em bens e valores ligados à facção criminosa.

Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão, nas cidades de João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades do Rio de Janeiro. A ação foi batizada de Operação Asfixia.

O principal alvo é Flávio de Lima Monteiro, o “Fatoka”, apontado como atual líder da célula do Comando Vermelho na Paraíba. Segundo as investigações, mesmo foragido e escondido em uma comunidade dominada pela facção no Rio, ele continua dando ordens para a prática de crimes, principalmente em Cabedelo, onde a atuação da facção é mais intensa.

Fatoka já havia sido preso em 2018, na cidade de Japaratinga (AL), mas fugiu do Presídio de Segurança Máxima da Paraíba em setembro deste ano, junto com outros 92 detentos. Além dele, outros integrantes do grupo também se refugiaram em comunidades cariocas após operações realizadas pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds).

A investigação financeira revelou movimentações superiores a R$ 250 milhões, com a utilização de “laranjas” e empresas de fachada para ocultar e lavar os valores obtidos pelo tráfico e outras atividades ilícitas.

Na Paraíba, 150 policiais foram mobilizados, divididos em 30 equipes: 27 da Polícia Civil e três do Gaeco. Também atuam no cumprimento dos mandados equipes da Desarme, do Grupo de Operações Especiais (GOE), do Grupo de Operações com Cães (GOC), da Unidade de Inteligência (UNINTELPOL) e das Superintendências Regionais (1ª e 2ª), além do apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante o cumprimento de ordens judiciais em Cabedelo, um policial civil de 23 anos foi baleado. Ele foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permanece internado em estado estável, segundo boletim médico divulgado pela unidade.

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