A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Chiado, que investiga um grupo criminoso suspeito de fraudar concursos públicos e lavar dinheiro. A ação foi realizada na Paraíba e em Pernambuco, com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram em João Pessoa e nas cidades pernambucanas de Recife, Paulista, Goiana e Itaquitinga. Nesta etapa da operação, ninguém foi preso.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dinheiro e documentos que serão analisados no decorrer das investigações. Além disso, a Justiça Federal determinou o sequestro e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, em valores que ultrapassam R$ 1,3 milhão. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa é suspeita de fraudar mais de dez concursos públicos de esferas federal, estadual e municipal em diferentes estados do Nordeste. A investigação também apura a prática de lavagem de dinheiro para ocultar os recursos obtidos com as ações do grupo.
Ainda conforme a PF, a estrutura da organização era dividida por funções. Havia integrantes responsáveis por obter e transmitir ilegalmente o conteúdo das provas, pessoas encarregadas de repassar as respostas aos candidatos por meio de equipamentos eletrônicos e operadores financeiros que movimentavam e ocultavam os valores arrecadados.
A primeira fase da Operação Chiado foi realizada em 23 de setembro de 2025. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o líder da organização e outros dois integrantes, além de um mandado de busca e apreensão. Duas prisões ocorreram em Recife e uma em Patos, no Sertão da Paraíba.
Se houver condenação pelos crimes de organização criminosa, fraude em certames de interesse público e lavagem de dinheiro, as penas podem chegar a 24 anos de prisão, conforme informou a Polícia Federal.





