Crédito, acesso à moradia, segurança jurídica e custos da construção estão entre os temas que devem influenciar o setor nos próximos anos
Com a proximidade da definição do próximo governo federal, o mercado imobiliário volta a ocupar espaço nas discussões sobre desenvolvimento econômico, geração de empregos e acesso à moradia. Para além do cenário eleitoral, o setor enfrenta desafios que exigem planejamento, estabilidade regulatória e políticas públicas capazes de conciliar as necessidades das famílias com as condições de funcionamento do mercado.
Entre os principais pontos estão o acesso ao crédito imobiliário, as taxas de financiamento, a oferta de moradias compatíveis com a renda da população, a regularização de imóveis e a segurança jurídica nas relações de compra, venda e locação. Também entram nessa equação os custos da construção civil e as condições necessárias para estimular novos investimentos.
Na avaliação do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios da Paraíba (Secovi-PB), compreender esses fatores é essencial para discutir os rumos do mercado imobiliário e seus reflexos na economia. As decisões adotadas pelo governo federal podem influenciar o financiamento habitacional, os investimentos no setor e a capacidade das famílias de planejar a aquisição ou a locação de um imóvel.
Para o presidente do Secovi-PB, Érico Feitosa, o desafio é buscar soluções que considerem tanto a dimensão social da moradia quanto sua importância econômica.
“O acesso à moradia depende de um conjunto de fatores. Não basta ampliar a oferta de imóveis se as famílias não encontram condições financeiras para adquiri-los ou alugá-los. É necessário discutir crédito, renda, custos, segurança jurídica e políticas habitacionais com planejamento e responsabilidade”, destaca Érico Feitosa.
Na Paraíba, o desempenho do setor também tem relação com a atividade econômica, a geração de empregos, a expansão urbana e a demanda por imóveis residenciais e comerciais. Por isso, acompanhar as medidas que serão adotadas nos próximos anos é importante para empresas, profissionais do mercado, investidores e consumidores.
A discussão, segundo o sindicato, deve considerar resultados concretos: ampliar as possibilidades de acesso à moradia, garantir previsibilidade para quem investe e trabalha no setor e contribuir para um mercado imobiliário mais organizado e sustentável.





