O Hospital Municipal Pedro I suspendeu temporariamente os atendimentos de urgência e emergência devido a uma ampla intervenção em sua estrutura. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Campina Grande nesta quinta-feira (18). Até o momento, não há previsão para a retomada dos serviços.
A obra faz parte de um projeto de ampliação da unidade e prevê a implantação de um novo Centro de Diálise, um Centro Cirúrgico, uma ala especializada em saúde mental para pacientes em situação de emergência psiquiátrica, além da criação de novos espaços voltados ao acolhimento e à assistência hospitalar.
Enquanto as intervenções são realizadas, os pacientes que normalmente seriam atendidos no Pedro I estão sendo direcionados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e para o Hospital Dr. Edgley. A mudança, no entanto, tem gerado preocupação entre usuários da rede pública, principalmente diante da alta demanda já enfrentada por essas unidades.
Segundo informações apuradas pela colunista de Política da Rede Ita, Millena Sousa, a direção técnica do hospital confirmou que a suspensão dos atendimentos está diretamente relacionada à execução das obras. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não apresentou um cronograma com prazo para a conclusão dos trabalhos.
A falta de uma previsão para o retorno do serviço tem aumentado as dúvidas da população. Considerado uma das principais referências para casos de urgência e emergência em Campina Grande, o Hospital Pedro I desempenha papel fundamental na rede municipal de saúde, o que torna a mudança ainda mais sensível para os usuários.
Além da preocupação com a ausência temporária da unidade, outro questionamento diz respeito à capacidade das demais estruturas de saúde em absorver a demanda transferida sem comprometer a qualidade do atendimento ou ampliar o tempo de espera dos pacientes.
Diante desse cenário, a colunista questionou o secretário municipal de Saúde, Gustavo Braga, sobre a possibilidade de implantação de uma estrutura provisória para receber os casos atendidos anteriormente pelo Pedro I durante o período das obras. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
O debate ocorre em um momento de desafios para a saúde pública municipal, marcado por reivindicações de servidores relacionadas a reajustes salariais e outras demandas da categoria.
Enquanto as obras avançam, moradores aguardam mais informações sobre as medidas que serão adotadas para reduzir os impactos da suspensão dos serviços e garantir assistência adequada à população durante o período de reforma.






