Nossa jornalista e colunista política Millena Sousa conversa com o idealizador Dalton Gadelha em uma entrevista que revisita a trajetória de três anos do Hospital HELP a partir de um ponto central: o impacto real na vida de milhares de pessoas.
São mais de 347 mil procedimentos realizados e se consolida como um dos principais centros de saúde do interior do Brasil, ampliando o acesso a tratamentos complexos e mudando a realidade de quem antes precisava sair da Paraíba para conseguir atendimento.
Mais do que crescimento estrutural, o hospital se tornou uma resposta concreta para quem precisava de cuidado, perto de casa. Mas essa história não começa com resultados. Começa com decisões difíceis.
Dr. Dalton relembra que o maior desafio foi resistir à pressa. Iniciar um hospital desse porte exigia mais do que estrutura, exigia responsabilidade. Por isso, a escolha foi crescer aos poucos, com equipe local e operação faseada, mesmo que isso parecesse, para alguns, um sinal de fraqueza. “A gente precisava garantir que nada desse errado, principalmente com a vida das pessoas”, resume. Foi uma aposta cara, financeiramente e emocionalmente, num período em que o hospital ainda não tinha credenciamento, nem reconhecimento consolidado.
O tempo mostrou que o caminho, embora mais lento no início, era o mais seguro. Hoje, o HELP reúne serviços que vão da oncologia à hemodinâmica, dos transplantes à cirurgia cardíaca, e se prepara para avançar ainda mais com a cirurgia robótica e a medicina nuclear. Em pouco tempo, ganhou porte de hospital maduro. “Parece que tem 40 anos”, como o próprio Dalton define.
Por trás dessa evolução acelerada, ele não aponta apenas investimento ou tecnologia. Fala de algo menos visível, mas decisivo. “Coragem, resiliência e propósito”. Três elementos que, segundo ele, sustentaram o projeto nos momentos mais difíceis e continuam guiando o crescimento.
E o impacto vai além dos muros do hospital. Dalton é direto ao imaginar Campina Grande sem o HELP. Menos acesso, mais deslocamentos, mais vidas em risco. “Só 1% da população tem condição de sair para se tratar fora. E os outros 99%?”, questiona. A resposta veio na prática, ao trazer para o interior o que antes só existia nas grandes capitais.
Esse movimento também reposiciona a cidade. O hospital passou a atrair médicos de várias partes do país, interessados na estrutura e nas possibilidades de atuação. Aos poucos, Campina Grande se fortalece como polo médico, ampliando não só a assistência, mas também a pesquisa e a formação profissional.
Mesmo com toda a tecnologia incorporada e com investimentos, Dalton insiste que o diferencial não está apenas nos equipamentos. Está nas pessoas, na equipe que sustenta o funcionamento diário e no cuidado que ultrapassa protocolos.
Com aprovação de 95% da população, o Hospital HELP chega aos três anos consolidado, mas com a visão voltada para o futuro. Um projeto que, como define Dr. Dalton Gadelha, segue em construção contínua com o compromisso permanente de salvar vidas.





