O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a chamada “lista suja” do trabalho escravo e incluiu empregadores da Paraíba envolvidos em casos de exploração de trabalhadores. Ao todo, o estado soma 18 nomes relacionados a ocorrências registradas entre 2020 e 2025.
As situações foram identificadas em cidades como João Pessoa (7), Campina Grande(3), Cabedelo (3), Taperoá (2) e Tacima (1). Entre as atividades com maior número de irregularidades estão a construção civil e o trabalho em pedreiras.
A lista é divulgada semestralmente e reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições consideradas análogas à escravidão, como jornadas exaustivas, ambientes degradantes e restrição de liberdade.
Na atualização mais recente, o governo federal incluiu 169 novos nomes em todo o país, elevando o total para mais de 600 registros. Também houve a retirada de empregadores que cumpriram o prazo previsto e deixaram o cadastro.
Na Paraíba, parte dos nomes já constava em atualizações anteriores, enquanto outros foram incluídos nesta nova divulgação.
Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba afirmou que empresas do setor foram incluídas de forma indevida no cadastro. A entidade diz que as associadas não submetem trabalhadores a esse tipo de condição e classificou a inclusão como improcedente. O sindicato também informou que já adotou medidas judiciais para contestar a situação.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma online, por meio de canais oficiais do governo, inclusive com garantia de anonimato.






