Nesta segunda-feira (13), foi confirmada a abertura de um processo judicial por parte de Gilberto Gil contra o padre Danilo César, da Paróquia de Areial, pertencente à Diocese de Campina Grande (PB). O cantor pede uma indenização de R$ 370 mil por danos morais.
O padre é acusado de intolerância religiosa após declarações feitas durante uma homilia transmitida pela internet, após a morte de Preta Gil, em julho deste ano.
Na ocasião, o sacerdote afirmou: “Tem gente católica que pede a essas coisas ocultas. Eu só queria que o diabo viesse e levasse. No dia em que ele levar, e no outro você já acordar lá, com o calor do inferno, você não sabe o que vai fazer”.
Diante das falas, Gilberto Gil e familiares da cantora consideraram que houve intolerância e racismo religioso. Há cerca de um mês, o cantor enviou uma notificação extrajudicial à Diocese de Campina Grande e ao padre.
Para a família, as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram de forma desrespeitosa a memória e a religiosidade de Preta Gil, especialmente em um momento de luto.
A cantora faleceu no dia 20 de julho, em Nova York, após complicações causadas por um câncer no intestino.





