As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º), provocaram alagamentos, destruição e transtornos em várias regiões do estado. Até o momento, 32 municípios decretaram situação de emergência por causa dos impactos causados pelas enxurradas e pela elevação do nível dos rios. As informações constam em levantamento do Governo da Paraíba divulgado no Diário Oficial do Estado.
De acordo com boletim do Gabinete de Crise Interinstitucional, mais de 37 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas em diferentes cidades paraibanas. As áreas mais atingidas estão concentradas no litoral e no Vale do Paraíba. Em Santa Rita, uma das cidades mais prejudicadas, o Rio Paraíba subiu cerca de sete metros e equipes de resgate seguem atuando no atendimento às famílias atingidas.
A equipe da Rede ITA esteve em Ingá e Lagoa Seca para acompanhar de perto os danos provocados pelo mau tempo e ouvir moradores que enfrentaram momentos de tensão.
Em Ingá, no Agreste paraibano, a força das águas do Rio Ingá provocou danos em uma ponte que liga o município a Mogeiro. Parte da estrutura cedeu e o trecho foi interditado, afetando o deslocamento entre as duas cidades. Segundo a Defesa Civil, apenas pedestres e motocicletas conseguem passar pelo local com restrições.
Além dos prejuízos na mobilidade, moradores também contabilizam perdas materiais. Casas foram atingidas, famílias deixaram suas residências às pressas e áreas rurais registraram alagamentos. Em meio ao cenário de destruição, dona Rosita relembrou o momento em que precisou sair de casa durante a subida da água. “Eu não desejo isso para ninguém”, relatou emocionada.
Moradores da região afirmam que agora enfrentam o desafio de recomeçar. Muitas famílias ainda aguardam apoio para reconstruir moradias e recuperar bens perdidos após a passagem da enxurrada.
Na zona rural de Lagoa Seca, outro ponto de preocupação foi o rompimento de uma barragem no Sítio Mineiro. A força da água atingiu imóveis próximos e deixou uma casa condenada pela Defesa Civil. O local segue interditado por tempo indeterminado. Segundo moradores, a via era utilizada diariamente por moradores da região e até por ônibus escolares.
Por causa dos impactos provocados pelas chuvas, a Prefeitura de Lagoa Seca suspendeu as aulas presenciais na rede municipal até o dia 8 de maio. Uma força-tarefa foi montada com participação da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais para monitorar áreas de risco e prestar assistência às comunidades afetadas.
Enquanto as equipes de apoio seguem em campo, famílias atingidas tentam retomar a rotina e reconstruir o que foi perdido nos últimos dias.




