A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou que continua realizando uma série de fiscalizações para combater o furto de água na adutora que abastece as cidades de Brejo do Cruz e Belém do Brejo do Cruz, no sertão paraibano. As ações contam com o apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Durante as operações, já foram encontradas mais de 200 irregularidades, incluindo desvios e ligações clandestinas que comprometiam o fornecimento de água e qualidade. Segundo o presidente em exercício da Cagepa, Isaac Veras, a iniciativa reforça o compromisso das instituições com o uso responsável da água e com o direito da população a um abastecimento justo e contínuo.
Ele destacou que, somente neste ano, a companhia já realizou quatro ações semelhantes. “É inaceitável que cidades inteiras sejam prejudicadas pela ação criminosa de algumas pessoas. Além da perda de recursos hídricos, as ligações clandestinas aumentam os custos de produção, que acabam recaindo sobre todos os clientes.”, afirmou.
De acordo com o gerente regional do Rio do Peixe, Basílio Vale, as intervenções já aumentaram a vazão de 35 para 85 metros cúbicos de água por hora. O objetivo é chegar à capacidade total da adutora, que é de 115 metros cúbicos por hora. “A maioria das ligações clandestinas era usada para irrigação e até para encher pequenos açudes”, explicou.
Basílio informou ainda que os casos estão sendo encaminhados à Justiça, e os responsáveis poderão responder por crime de furto, previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de reclusão de um a quatro anos e multa. Além disso, a Cagepa aplica sanções administrativas, como suspensão do fornecimento e multa de até R$ 10 mil.
A empresa e os órgãos parceiros pedem que a população colabore denunciando qualquer irregularidade que prejudique o abastecimento.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo número 115, pelo WhatsApp (83) 98198-4495, ou pelos canais digitais da Cagepa, incluindo o site e o aplicativo.






