Bebê morre após suposta negligência no Hospital da Criança e do Adolescente em CG

Uma bebê de 1 ano e seis meses morreu no domingo (29), em Campina Grande, após agravamento do caso clínico. O caso ganhou repercussão depois que a família apontou uma suposta negligência no atendimento inicial realizado no Hospital da Criança e do Adolescente.

Segundo os familiares, a criança foi levada ao hospital pela primeira vez na sexta-feira (20), com sintomas gripais, sendo liberada após atendimento médico. Nos dias seguintes, mesmo com a persistência e agravamento dos sintomas, a bebê teria retornado à unidade e recebido alta, sem a realização de exames mais detalhados, conforme afirmam os familiares.

Um dos episódios mais citados pela família envolve a fala atribuída a uma médica, que teria minimizado a preocupação da mãe ao utilizar o termo popular “barriga verde”, e indicado apenas medicação para dor. Ainda de acordo com os relatos, mesmo diante de sinais como vômitos e secreção, a conduta adotada teria sido novamente a liberação da paciente, com orientações simples.

A situação se agravou na segunda-feira (23), quando a criança voltou a apresentar piora no quadro clínico. Familiares afirmam que, nesse momento, não houve uma avaliação mais aprofundada, sendo recomendada apenas uma lavagem nasal antes de nova alta.

Horas depois, já em casa, a bebê sofreu uma convulsão, o que levou a família a buscar atendimento emergencial durante a madrugada. Diante da gravidade, a criança foi encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma, já em estado crítico, sendo atendida como último recurso. Na unidade, foi direcionada imediatamente para à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde precisou ser entubada.

Mesmo com os esforços da equipe, a criança não resistiu e morreu após dias internada. O caso passou a ser tratado como consequência de uma sequência de atendimentos anteriores que, segundo a família, não teriam conseguido identificar a gravidade do quadro a tempo.

O velório acontece na manhã desta terça-feira (31), na Câmara Municipal de Remígio, com sepultamento previsto para as 10h.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que abriu apuração para analisar os atendimentos realizados no Hospital da Criança e do Adolescente. O caso também deve ser acompanhado pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba.

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