Audiência sobre o fim da escala 6×1 tem parecer favorável à redução da jornada 

Nesta quinta-feira (7), ocorreu a primeira audiência pública sobre o debate da escala 6×1 em João Pessoa. O encontro foi marcado pela defesa do fim desse modelo de jornada e pela discussão sobre propostas de redução da carga horária. A atividade integrou o programa Câmara pelo Brasil e abriu a série de seminários regionais promovidos pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema. 

A audiência foi realizada no Plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e reuniu representantes de trabalhadores, empresários e instituições públicas. O espaço ficou ocupado por sindicalistas e integrantes de diferentes setores da sociedade. 

Durante o debate, representantes das centrais sindicais defenderam mudanças no modelo atual de jornada. O presidente da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT), Sebastião dos Santos, afirmou que os trabalhadores precisam de tempo para a família, para a saúde e para a vida fora do ambiente profissional. 

Representantes do setor produtivo também participaram da audiência. Entidades ligadas ao comércio e à indústria defenderam que qualquer mudança seja construída com diálogo. O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, disse que o empresariado não se opõe à redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, mas considera necessário criar mecanismos que evitem prejuízos para trabalhadores e empregadores. 

O encontro também contou com representantes do Tribunal Regional do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Defensoria Pública. 

Pela Câmara dos Deputados, o relator da comissão especial, deputado Leo Prates, informou que a intenção é consolidar um texto que garanta a jornada de 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 sem redução salarial por meio de proposta de emenda à Constituição. 

De acordo com o parlamentar, pontos específicos de cada categoria poderão ser tratados posteriormente em projetos de lei. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, destacou a busca por equilíbrio nas discussões e afirmou que a expectativa é votar as propostas ainda neste mês no Plenário.  

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