Nesta quinta-feira (08), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o uso de um medicamento inédito no Brasil para o tratamento da doença de Alzheimer. O lecanemabe é um anticorpo monoclonal da classe dos produtos biológicos e passa a ter autorização para uso no país.
Segundo o registro concedido, o medicamento é indicado para pacientes adultos que apresentam comprometimento cognitivo leve ou demência leve causados pelo Alzheimer, ainda na fase inicial da doença. O tratamento é voltado para pessoas que tenham confirmação da patologia amiloide e que não sejam portadoras ou sejam heterozigotas do alelo ApoE ε4.
A aplicação do lecanemabe deve ser feita por meio de infusão intravenosa, com duração aproximada de uma hora, a cada duas semanas.
Com a aprovação, o medicamento está liberado para distribuição e utilização no Brasil. A data de início da comercialização vai depender do laboratório responsável pelo registro.
Para a liberação do produto, a Anvisa analisou um estudo com 1.795 pacientes diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial e com presença de placas beta-amiloides no cérebro. A pesquisa comparou pessoas que receberam o anticorpo monoclonal com um grupo que utilizou placebo.
De acordo com a agência, a principal forma de avaliação dos resultados foi a mudança nos sintomas após 18 meses de tratamento, medida por uma escala que analisa a gravidade da demência e os impactos do comprometimento cognitivo na rotina diária dos pacientes.





