Há 10 anos, um espaço em Campina Grande se dedica a oferecer acolhimento e atendimento gratuito a crianças atípicas e suas famílias. A Casa da Lili foi criada por um grupo de psicólogos e profissionais de áreas relacionadas que queria levar apoio a pessoas que não tinham acesso fácil a esse tipo de acompanhamento.
O projeto recebeu o nome em homenagem a uma das fundadoras e, ao longo dos anos, tornou-se um ponto de apoio para famílias que enfrentam desafios relacionados ao desenvolvimento infantil. O trabalho atende crianças de 0 a 12 anos, incluindo aquelas com transtorno do espectro autista, além de oferecer suporte às chamadas mães atípicas.
A chegada das crianças acontece por diferentes caminhos. A Casa da Lili recebe encaminhamentos de creches de Campina Grande, Conselhos Tutelares, unidades de saúde, SABs e também por indicação de outras famílias. O projeto ainda mantém parceria com o Juizado de Menores para atender crianças que estão em instituições de acolhimento.
Enquanto as crianças participam das atividades, brincam e têm contato com outras da mesma faixa etária, as famílias também encontram um espaço para conversar, compartilhar experiências e serem ouvidas.
Amanda está entre as mães que encontraram esse suporte. Ela e o filho frequentam a Casa da Lili há pouco mais de um ano e conta que foi acolhida desde o primeiro contato. O processo começa com a aproximação e orientação das mães antes da inserção das crianças nas atividades.
Para Patrícia, que frequenta o projeto há mais de dois anos com o filho, uma das principais mudanças percebidas foi justamente na socialização. Segundo ela, antes de participar das atividades, o menino tinha dificuldade para interagir e brincar com outras crianças.
O atendimento é mantido com o apoio de cerca de 10 pessoas, entre voluntários e estagiários. A manutenção da estrutura depende de doações, ações como brechós e parcerias. Em alguns períodos, o projeto também conta com apoio do governo federal.
Para marcar os 10 anos de atuação, a Casa da Lili também preparou uma revista comemorativa, reunindo parte da história construída ao longo dessa trajetória.
Para as famílias, o espaço representa mais do que atendimento. É também um lugar de escuta e identificação com outras pessoas que passam por situações semelhantes.
“O que eu tenho no meu coração, a maior palavra é gratidão”, resume uma das mães atendidas. Para ela, encontrar acolhimento em um momento difícil fez a diferença e trouxe a sensação de não estar sozinha.
Para quem trabalha no projeto, o sentimento também é de realização. A equipe destaca que, durante os 10 anos, muitas famílias passaram pela Casa da Lili e apresentaram avanços importantes.
Mais do que uma estrutura de atendimento, a Casa da Lili se consolidou como uma rede de apoio para crianças e famílias que buscam acolhimento, convivência e oportunidades de desenvolvimento.






