Prefeito de Cabedelo é afastado em investigação sobre desvio de R$ 270 milhões e ligação com organização criminosa

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) por decisão da Justiça, durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A medida é considerada cautelar e tem como objetivo não interferir no andamento das investigações. 

A ação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível ligação de agentes políticos com organização criminosa. De acordo com as investigações, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos considerados irregulares. 

O afastamento acontece poucos dias após a eleição suplementar realizada no último domingo, quando Edvaldo foi eleito para o cargo. Ele já exercia a função de forma interina desde 2025, após a saída do então prefeito André Coutinho. 

As apurações indicam que um grupo formado por políticos, empresários e integrantes da organização conhecida como “Tropa do Amigão”, ligado ao “Comando Vermelho”, teria atuado para direcionar contratos públicos. O volume de recursos investigados é estimado em R$ 270 milhões.  

Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos alvos foi um imóvel ligado ao prefeito, no bairro de Intermares. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o material recolhido. 

Em nota, a defesa de Edvaldo Neto informou que o afastamento é provisório e não representa culpa, além de negar qualquer envolvimento do prefeito com organização criminosa. 

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