Pediatra é condenado a 20 anos por estupro de vulnerável em nova decisão na Paraíba

O pediatra Fernando Paredes Cunha Lima foi condenado a 20 anos de prisão por abuso sexual contra uma criança, em decisão da Vara de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis de João Pessoa. A nova sentença foi assinada pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais e se refere a crimes cometidos contra uma criança durante atendimentos médicos, em 2021. 

De acordo com o processo, os abusos aconteceram em ocasiões diferentes, nos meses de março e abril daquele ano. Por terem ocorrido em momentos distintos, a Justiça aplicou o entendimento de concurso material, somando as penas e determinando o cumprimento em regime fechado. 

Na mesma decisão, o médico foi absolvido de uma outra acusação semelhante envolvendo uma segunda vítima. A magistrada entendeu que não havia provas suficientes para sustentar a condenação nesse caso específico. 

Fernando Paredes Cunha Lima já havia sido condenado anteriormente a mais de 20 anos de prisão por abuso sexual contra outras duas crianças. Ele responde a diversas acusações envolvendo pacientes atendidos em consultório. 

Atualmente, o médico cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2025. Antes disso, ele esteve detido no Presídio Especial do Valentina, na capital paraibana. A prisão ocorreu em março de 2025, em Pernambuco, após período em que foi considerado foragido, sendo transferido dias depois para a Paraíba. 

As investigações começaram após denúncias feitas por familiares de pacientes. Ao longo do processo, outras possíveis vítimas também procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes. 

Mas uma nova acusação envolvendo o comportamento do médico em prisão domiciliar foi levantada por uma familiar. A servidora pública Gabriella Cunha Lima, sobrinha do condenado, afirmou que ele teria sido visto circulando em um shopping de João Pessoa, o que indicaria possível descumprimento das medidas impostas pela Justiça. 

A defesa do pediatra negou a informação e declarou que ele segue todas as determinações judiciais. Segundo os advogados, o médico só deixa a residência para atendimentos de saúde previamente autorizados e sob monitoramento eletrônico. 

*com informações do G1 Paraíba

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