Nesta terça-feira (27), representantes de hospitais privados que integram a rede complementar do SUS em Campina Grande entregaram um ofício comunicando a paralisação das atividades a partir do dia 1º de fevereiro. O documento foi encaminhado ao secretário municipal de Saúde, Dunga Júnior, ao Ministério Público e à Câmara Municipal. A medida ocorre em razão dos atrasos nos repasses financeiros por parte da Prefeitura de Campina Grande.
Durante reunião sediada na Câmara Municipal de Campina Grande, representantes das unidades de saúde relataram dificuldades financeiras provocadas pela falta dos recursos, situação que tem comprometido o pagamento de funcionários, fornecedores e a manutenção dos serviços. Segundo os representantes, os valores são oriundos do Ministério da Saúde e devem ser repassados pelo município às instituições responsáveis pelos atendimentos de média e alta complexidade.
Em entrevista à Rede ITA, o presidente do Hospital da FAP e vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Derlópidas Neves, afirmou que o cenário é crítico e que diversas unidades já acumulam prejuízos. De acordo com ele, hospitais como a FAP, CLIPS, Antônio Targino e João XXIII aderiram ao movimento por falta de recursos.
Ainda conforme os representantes, caso não haja solução, os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde serão suspensos a partir do dia 1º, o que pode afetar pacientes de Campina Grande e de outros municípios atendidos pela rede local.
A Câmara de Vereadores informou que deve atuar como mediadora junto às secretarias municipais de Saúde e de Finanças, além da Prefeitura, com o objetivo de buscar uma solução e evitar a interrupção dos serviços. A expectativa é de que novas reuniões ocorram nos próximos dias para tratar do tema.






