O avanço do mar em Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, tem causado preocupação entre os moradores, que registram em vídeos a destruição de casas, estradas e parte da Praia do Forte. Em uma das gravações, um morador mostra uma residência completamente virada após a força das ondas.
A situação advém da erosão costeira na região e levou a Prefeitura de Baía da Traição a decretar situação de calamidade pública, medida que foi reconhecida pela Assembleia Legislativa da Paraíba e publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (7). A Praia do Forte, onde passa a rodovia PB-008, é um dos pontos mais afetados, colocando em risco a ligação entre a cidade e as aldeias indígenas da região. De acordo com o Censo de 2022, cerca de 86% da população do município é composta por indígenas.
Segundo informações da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), o órgão já autorizou as licenças ambientais necessárias para que a prefeitura possa iniciar as obras de contenção e recuperação recomendadas por técnicos que acompanham o caso.
A Defesa Civil municipal alerta que o mar tem avançado cerca de seis metros por ano sobre a faixa de terra. A distância entre o mar e o rio, que corta a área urbana, é de aproximadamente 30 metros. Se o processo continuar nesse ritmo, as aldeias podem ficar isoladas e o abastecimento de água da cidade será comprometido.
Como possível solução, representantes da Defesa Civil sugerem a construção de uma estrutura em formato de semicírculo de concreto e o alargamento da faixa de areia. Segundo o secretário de Saúde de Baía da Traição, o investimento necessário para a execução dessas obras é estimado em cerca de R$ 86 milhões.






