Mais da metade da população empregada na Paraíba recebe até um salário-mínimo por mês. É o que mostra um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados em comparação ao Censo feito em 2022.
De acordo com o levantamento, 59% das pessoas com emprego no estado estão nessa faixa de rendimento. 530 mil pessoas recebem exatamente um salário-mínimo, enquanto 308 mil ganham entre um e dois salários. Já os que recebem acima de cinco salários-mínimos representam apenas 5% da população com trabalho formal. A parcela que ganha entre 10 e 15 salários é ainda menor: 0,8%, o equivalente a pouco mais de 11 mil pessoas.
A Paraíba também tem uma das menores taxas de empregabilidade do país. Apenas 43,5% da população com 14 anos ou mais está empregada, o que coloca o estado na segunda pior posição entre todos os estados brasileiros, à frente apenas do Piauí. A média nacional de ocupação é de 53,5%, e no Nordeste, a média é de 45,6%.
Quando se trata de renda média mensal, a Paraíba aparece com o sexto menor valor entre os estados, com R$ 2.062, abaixo da média nacional, que é de R$ 2.851.
O estudo também revela desigualdades salariais no estado. Homens ganham, em média, 11,5% a mais que mulheres. Enquanto eles recebem cerca de R$ 2.153, elas ganham R$ 1.931. A diferença também aparece entre os grupos raciais. Pessoas brancas têm rendimento médio de R$ 2.563, enquanto pardas recebem R$ 1.814, pretas R$ 1.627 e indígenas R$ 1.506. Já pessoas autodeclaradas amarelas possuem o maior rendimento, com média de R$ 4.213 mensais.






